Estudantes de medicina denunciam falta de professores na UEPA e cobram governador

Alunos do curso de medicina da Universidade do Estado do Pará (Uepa) usaram as redes sociais para denunciar a precariedade do curso e a falta de professores. Nesta terça-feira, 6, a hasgtag #SOSUEPA foi para o primeiro lugar entre os assuntos mais comentados de Belém, no Twitter.

De acordo com Allana Araújo, 22 anos, aluna do quinto semestre, muitos professores estão se aposentando ou tirando licença. “Existem professores que estão na grade, mas tiram licença premium e não vão mais. Nós alunos sabemos em cima da hora”, reclama.

A principal reivindicação dos estudantes é para que haja concurso público. “O meu semestre e todos os outros já sofreram a mesma situação. Professor era contratado, contrato acabou e ficamos sem aulas”, afirma a estudante.

A produção científica dos alunos também estaria prejudicada, já que muitos professores, segundo os estudantes, não aceitam orientar por estarem de licença ou em processo de aposentadoria. “A Uepa precisa renovar seu corpo docente efetivo. Isso prejudica tanto nas aulas, quanto na produção de artigos”, ressalta Allana.

“Um exemplo que aconteceu no semestre passado foi a carência de professores de Geriatria. Teve uma turma que, em duas semanas, teve que ver toda a matéria do semestre da especialidade, pois não estavam conseguindo contratar professor. O efetivo estava de licença premium e o outro professor de Geriatria estava se dividindo entre os outros semestres, ele não tinha como dar aula para o quarto semestre, não tinha mais tempo na semana”, reclama.

“A Uepa é referência e está sucateada. Professores fantasmas, professores voluntários que não ganham absolutamente nada, contratos com salários muito baixos”, denuncia.


A grade de aulas do oitavo semestre.

Gabriela Virgolino, 22 anos, estudante do sexto semestre, explica que por causa da falta de estrutura, os bonecos e outros instrumentos de treinamento são improvisados. “Se nós estamos reivindicando a falta de professor, é porque não tem a possibilidade de improviso, sem eles o curso não tem como ir para frente”, diz. “Só estamos em busca de diálogo com o atual Governador. Uma oportunidade de mostrar o que estamos passando e juntos chegarmos a uma solução”, afirma.

“A Universidade do Pará é de responsabilidade do Estado. Nós, junto a coordenação, fazemos o que podemos, mas sem ajuda e apoio do Governo não temos saída. O concurso público era para ter saído no final do ano passado e o Governador suspendeu. Não queremos mais isso. Não queremos mais contratos temporários e emendas. Precisamos de uma resolução efetiva e a longo prazo e só quem pode fazer isso é o Governo”, pede Gabriela.

portal Roma News entrou em contato com a assessoria da Uepa e do Governo do Estado e aguarda resposta.

Fonte: Roma News

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