A ciência que investiga o mundo secreto dos bebês

Estou segurando meu bebê, que não para quieto no colo, enquanto dois cientistas tentam gentilmente remover um capacete futurista da cabeça dele. O acessório, que parece uma touca de natação coberta por um emaranhado de cabos, é parte de uma das ferramentas mais avançadas em pesquisa sobre a infância – promete revelar mistérios da mente dos bebês e mudar nosso entendimento sobre a fase inicial do desenvolvimento humano.

Mas, neste momento, meu filho de 11 meses aparentemente não quer ser estudado.

“Me desculpa, bebê”, diz Maheen Siddiqui, estudante de doutorado do Babylab, um dos principais centros mundiais de pesquisa da infância, na Universidade de Birkbeck, em Londres.

A pesquisadora está utilizando uma técnica pioneira, chamada espectroscopia funcional em infravermelho próximo (NIRS, na sigla em inglês), para investigar o que acontece dentro das células cerebrais dos bebês enquanto eles olham para rostos, desenhos ou objetos.

Ela observa, em especial, uma enzima da mitocôndria (as minúsculas “usinas” presentes em nossas células que geram a energia de que precisamos para viver).

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