Anvisa quer limitar gordura trans em alimentos; banimento é planejado em 3 anos

A restrição inicial seria de um limite de 2% sobre o total de gorduras

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu consulta pública para a proposta de adoção de um limite de gorduras trans em alimentos. A restrição seria iniciada pela implementação de um limite de 2% de AGTI (ácidos graxos trans industriais) sobre o teor total de gorduras nos alimentos destinados ao consumidor final, segundo informou o órgão. A medida, que também seria válida para os serviços de alimentação, teria um prazo de adequação de 18 meses.

A Anvisa diz que, com isso, “pretende propiciar um elevado nível de proteção à saúde da população, sem criar um impacto desproporcional sobre o setor”. “A proposta decorre da análise de estudos científicos que demonstram que os ácidos graxos trans (AGTs) podem contribuir para o desenvolvimento de várias doenças, com evidências convincentes de que seu consumo acima de 1% do valor energético total afeta muitos fatores de risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares”, informou em nota.

O órgão diz não haver dúvidas de que o consumo não traz nenhum benefício à saúde. “Por isso, o consumo de ácidos graxos trans industriais deve ser o mais baixo possível.” A consulta ficará aberta por 60 dias.

A Anvisa diz que, em uma segunda etapa, “o uso de óleos e gorduras parcialmente hidrogenados – um tipo de AGTI – em alimentos seria banido no Brasil.” Esse banimento seria implementado, explica o órgão, em um prazo adicional de mais 18 meses, após o fim da primeira etapa de restrições.

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