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Após pressão de Bolsonaro, Moro volta atrás em nomeação de ativista antiarmas

Um dia após nomear a ativista antiarmas Ilona Szabó para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, o ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, voltou atrás e revogou a nomeação (leia abaixo a íntegra do comunicado do Ministério).

Apesar de Sazbó ter sido indicada como membro suplente da comissão, a indicação gerou revolta na cúpula do governo Bolsonaro, que pressionou o presidente para cobrar do “super” ministro que suspendesse a nomeação. No Twitter, grupos de direita usaram  a hashtag #IlonaNao para criticar a escolha de Moro.

Em nota, o Ministério informou que a decisão se deu “diante da repercussão negativa em alguns segmentos”. O Ministério pediu “escusas” (desculpas) a Ilona e afirmou tê-la nomeado “pelos relevantes conhecimentos da nomeada na área de segurança pública e igualmente pela notoriedade e qualidade dos serviços prestados pelo Instituto Igarapé”.

Fundadora do Igarapé, Ilona é colunista da Folha e conhecida por defender o controle de armas. Ela se dedica a estudar políticas de combate à criminalidade. Em janeiro, em sua coluna, Ilona escreveu que “expandir o acesso e a disponibilidade de armas de fogo no país mais homicida do mundo e relaxar ainda mais os fracos controles existentes equivale a jogar mais lenha na fogueira.

Ilona Szabó se manifestou, lamentando que o governo, pressionado por militantes, não tenha permitido vozes divergentes no conselho. “Quem ganha é a polarização. Perde a pluralidade e o debate de ideias, tão fundamentais numa democracia”, disse.

Leia abaixo a íntegra da nota do Ministério da Justiça e da Segurança Pública:

O Ministério da Justiça e Segurança Pública nomeou Ilona Szabó, do Instituto Igarapé, como um dos vinte e seis componentes do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), órgão consultivo do Ministério. A escolha foi motivada pelos relevantes conhecimentos da nomeada na área de segurança pública e igualmente pela notoriedade e qualidade dos serviços prestados pelo Instituto Igarapé. Diante da repercussão negativa em alguns segmentos, optou-se por revogar a nomeação, o que foi previamente comunicado à nomeada e a quem o Ministério respeitosamente apresenta escusas.

(UOL)

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