Astronautas russos e norte-americana partem para Estação Espacial

Eles utilizam manobra rápida para chegar em apenas três horas

A equipe busca, pela primeira vez, uma aproximação de duas a três horas com o posto avançado em órbita. Anteriormente, as tripulações demoravam o dobro do tempo a chegar à estação.

O acoplamento da nave Soyuz MS-17 com a plataforma orbital, que será feito de modo automático, é esperado às 9h52 (hora de Lisboa).

O trio irá juntar-se ao comandante da Nasa na estação, Chris Cassidy, e aos astronautas da agência espacial russa Anatoly Ivanishin e Ivan Vagner, que estão no complexo desde abril e deverão regressar à Terra em 21 de outubro.

A nova tripulação deverá continuar a trabalhar em centenas de experiências biológicas, biotecnológicas, físicas e científicas.

Entre as missões a serem realizadas, está também a selagem de vazamentos de ar detectados na estação no fim de agosto.

“Não existe uma instalação absolutamente estanque, sempre existiram e continuarão a existir vazamentos, o problema é que um dos atuais é um pouco maior do que o esperado, mas não afeta a segurança da tripulação ou a capacidade de trabalho da estação”, explicou o capitão Sergey Ryzhikov, nessa terça-feira.

A tripulação também deverá testemunhar a chegada, prevista para 1º de novembro, da missão SpaceX Crew-1, da empresa de transporte aeroespacial SpaceX, propriedade do empresário Elon Musk, que levará os astronautas da Nasa Mike Hopkins, Victor Glover e Shannon Walker e o japonês Soichi Noguchi à estação espacial.

A Estação Espacial Internacional, um projeto de mais de US$ 150 bilhões do qual participam 15 nações, consiste atualmente em 15 módulos permanentes, orbitando a uma distância de 400 quilômetros e a uma velocidade de mais de 27 mil quilômetros por hora.

Em entrevista na véspera do lançamento, a astronauta norte-americana Kate Rubins disse que a tripulação passou semanas em quarentena nas instalações de treino da Star City, a principal base de treino para os cosmonautas da Rússia, e depois em Baikonur, para evitar qualquer ameaça do novo coronavírus.

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