CRISE: Empresários preveem demissão de funcionários em função do comércio fechado em Parauapebas

Com o crescente isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus, empresários estão prevendo demissões de até 30% da força total de trabalho nos próximos dias em Parauapebas, por conta do comércio fechado. Vale lembrar que muitos desses empresários, já demitiram todos os seus funcionários, por não conseguir manter a folha de pagamento sem funcionar seus estabelecimentos.

Com o fechamento do comércio para evitar a disseminação do vírus, de acordo com informações, os empresários estimam que demissões em massa podem ocorrer na cidade, caso o governo não interfira e ofereça apoio ao setor.  Em Parauapebas, são mais de 30 mil empregos diretos e indiretos, entre comércio e serviços, com isso, cerca de 30 % no mínimo dos empregos serão afetados no município, gerando demissões. De acordo com relatos, os empresários não concordam com essas medidas tomadas pelo poder público, tendo em vista que elas foram tomadas sem ouvir a classe.

João Araújo, que é dono de loja, em Parauapebas, afirma cogitar a demissão de alguns funcionários. Segundo ele, a postergação de pagamento de tributos e a flexibilização de leis trabalhistas não impedem a falência de muitos estabelecimentos, que já estavam debilitados por conta da crise econômica de anos anteriores. De acordo com o empresário, o poder público municipal, ainda não se manifestou em favor da classe empresarial, e grandes demissões já estão acontecendo na cidade.

De acordo com informações, a classe empresarial segue todas as recomendações de segurança impostas pelos órgãos de saúde. Muito tem se discutido sobre as medidas econômicas e de saúde neste momento: segundo os empresários, fechar o comércio não irá impedir que o vírus circule na cidade. Ainda segundo eles, se não tiver uma boa ação de combate ao vírus pelo poder público para a população, nada vai adiantar, isso só vai causar  ainda mais prejuízos à economia.

Continua o impasse 

Uma decisão judicial determinou o município, que se abstenha de editar atos administrativos que liberem as atividades comerciais de prestadores de serviços não essenciais. A decisão acolhe Ação Civil Pública que foi ajuizada no domingo (19) pelo Ministério Público do Estado, após modificação em decreto municipal que permite a abertura do comércio em geral.

A decisão da Justiça veta que decretos municipais reabram estabelecimentos como restaurantes, padarias, pizzarias, lanchonetes, lojas de conveniência, locais de venda de fast food, lojas de roupas, concessionárias de veículos e similares (excepcionando os serviços de delivery e de retirada do produto), bem como o funcionamento de academias.

Segundo a Justiça, reabertura precisa adotar “como premissas de seus motivos determinantes análises técnicas e científicas atuais e certificadas pelos organismos de referência”.

O eventual descumprimento da decisão, ainda que por atos de não-fiscalização, poderá ensejar a apuração de ato de improbidade, sem prejuízo de medidas de reforço por parte do Poder Judiciário.

O Portal do Carajás não conseguiu contato com os representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas de Parauapebas (CDL), para saber exatamente  sobre demissões no comércio da cidade, já que os efeitos da pandemia são fortes. Já as assessorias de imprensa dos shoppings, ainda não divulgaram nenhuma informação de desligamento de funcionários até o momento.
Fonte: Portal do Carajás

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