Delegados da Polícia Federal confirmam remessas de dinheiro via ‘caixa dois’ para campanha de Helder Barbalho

O delegado Wellington Santiago da Silva, superintendente da Polícia Federal no Pará, reiterou que a operação “Fora do Caixa” é um desdobramento da operação Lava Jato, e que ao todo investiga seis pessoas no Pará, incluindo o ex-senador Luiz Otávio Campos, preso nesta quinta-feira, 9, sob acusação de operar propina de R$ 1,5 milhões para a campanha do atual governador do Pará, Helder Barbalho, quando ele concorria ao cargo nas eleições de 2014.

Acompanhado do delegado Bruno Benassuly, o superintendente da PF concedeu entrevista coletiva ainda na manhã desta quinta-feira, 9, na sede da Superintendência, em Belém. Segundo a PF, o valor da propina operada pelo ex-senador foi pago via “caixa dois” pela construtora Odebrecht.

Ainda seguindo os delegados, os pagamentos foram em três remessas de R$ 500 mil, e duas dessas remessas foram rastreadas na investigação e teriam sido destinadas à campanha do ex-governador, e não declaradas à Justiça Eleitoral.

Foro – Apesar de investigar seis pessoas, os mandados de busca e apreensão foram deferidos para as residências de cinco pessoas. A PF confirmou que havia um pedido de mandado de busca e apreensão para a residência do governador Helder Barbalho, mas que foi indeferido pela Justiça, já que neste caso caberia à Justiça Eleitoral.

Sobre se a investigação alcança ou não o atual governador do Pará, Helder Barbalho, pela prerrogativa de foro privilegiado devido ao cargo que ocupa, o delegado Bruno Benassuly respondeu ao Portal Roma News que o benefício do foro privilegiado cabe apenas aos atos praticados no exercício do mandato. “Ele não está nessa investigação acobertado por esse privilégio, por isso que está correndo a investigação em primeiro grau na Justiça Eleitoral, especificamente na Primeira Zona Eleitoral”, declarou o delegado.

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