Forças Armadas chegam a Altamira, no PA, para ações de combate às queimadas

O município é um dos quatro com maior incidência de focos de incêndio no estado.

As Forças Armadas do Brasil começaram a chegar a Altamira, no sudeste do Pará, para ações de combate às queimadas. O município tem o maior o número de incêndios e desmatamento no Brasil e, segundo reportagem do Globo Rural, é onde estão pessoas que combinaram, através de um grupo de WhatsApp, incendiar áreas de mata às margens da rodovia BR-163. A ação criminosa foi marcada para o dia 10 de agosto e foi chamada de “Dia do Fogo”. A Polícia Federal investiga o caso.

Os militares do 51º Batalhão de Infantaria de Selva devem ficar preparados, de sobreaviso, caso seja necessário o emprego da tropa nas áreas de queimadas. O local fica distante da sede do município. Ainda não foi definida uma data para o deslocamento para essas áreas.

Dez militares chegaram ao aeroporto de Altamira, na manhã desta segunda, na aeronave da Marinha do Brasil para reforçar as ações na região. A aeronave é a maior e normalmente usada para o transporte de tropas.

Após reabastecer, o helicóptero pousou na área do 51º Batalhão de Infantaria de Selva, que funciona com uma base de apoio na região, nas ações de enfrentamento ao avanço das queimadas e também na prevenção de crimes ambientais. A equipe também trouxe equipamentos que podem ser usados durante as missões em campo.

Durante a tarde, a aeronave fez um sobrevoo de reconhecimento na região para tentar identificar focos de incêndio na área mais afetada.

Os militares do Batalhão do Exército em Altamira passaram, pelo segundo dia, por treinamento caso seja necessário o trabalho da tropa em ações na região. Um grupo foi instruído sobre o trabalho dos socorristas, caso seja necessário fazer o atendimento a vítimas com queimaduras.

Um centro de operações foi instalado no sede do Comando Militar do Norte, em Belém, para planejar, executar e monitorar as ações de combate focos de incêndio e desmatamentos ilegais no estado, após a autorização do Governo Federal de empregar o uso das Forças Armadas na operação.

O centro conta com representantes das policiais militar e civil, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Marinha e Aeronáutica.

G1 Pará

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