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Gás de cozinha pode ter aumento de preço a partir desta terça-feira (05)

Apartir da meia-noite de hoje, o gás de cozinha pode custar mais caro. Isso porque a Petrobras anunciou ontem (4) aumento de 0,5% a 1,4% na refinaria. Além disso, houve reajuste de R$ 0,26 do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Na prática, ainda não é possível estimar quanto o consumidor pagará com o acréscimo em cima do valor atual, que custa em média R$ 70 no Pará.

Francinaldo Oliveira, presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) do Estado do Pará (Sergap), explica que o aumento no preço de custo pode ter sido ocasionado pela alta do GLP no mercado internacional, já que nesse período do ano, existe uma demanda maior no hemisfério norte, onde o GLP é utilizado como aquecimento durante o inverno, fazendo com que o preço também suba conforme a demanda. “E a gente paga a conta”, acrescenta.

No Pará, Francinaldo estima que existam cerca de 2.300 revendedores de gás de cozinha. Pouco mais de 700 estão concentrados na capital. Para ele, os dois aumentos pegaram a categoria de surpresa. “Não há tempo de fazer estoque com preço antigo. Para os revendedores é ruim. O ideal é que houvesse estabilidade nos preços”, avalia Oliveira. “Toda vez que há reajuste, o revendedor não consegue passar integralmente ao consumidor, com isso, cada vez mais a margem de lucro na comercialização vai ficando menor”.

VALORES

Segundo o levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) no Estado, o botijão chega a custar quase R$ 100 em cidades como Redenção e Xinguara. O valor mais em conta foi notado em Belém, a R$ 65. Na capital, a pesquisa, feita entre 27 de janeiro e 2 de fevereiro, foi feita 44 postos autorizados. Oito deles comercializaram a este preço o botijão. Os demais apresentaram uma variação, chegando a R$ 85, o que demonstra uma diferença de R$ 25 entre um ponto e outro, reforçando ao consumidor a necessidade de pesquisar em diversos pontos da cidade para ter uma boa economia.

E por se tratar de um produto perigoso, o representante dos revendedores ressalta ainda a importância de adquirir o gás de cozinha em uma revenda autorizada. “O consumidor deve estar atento, pois se houver algum prejuízo, ele tem o amparo do Código de Defesa do Consumidor que garante reparos nos danos”, diz Francinaldo.

CADA VEZ MAIS CARO – EM 2018

Em 2018, o valor do gás de 13 kg ficou 7,69% mais caro no Pará, com o preço médio de R$ 76,36, segundo o Dieese.

Em Belém, o preço médio foi de R$ 66,93, em dezembro, com variação entre R$ 65 e R$ 85. Xinguara foi o município paraense que comercializou o botijão de cozinha mais caro: R$ 96,86.

No ranking nacional, o Pará fechou o mês de dezembro de 2018 com o sexto botijão de gás mais caro entre os Estados da Região Norte e o sétimo mais caro de todo o País.

(Michelle Daniel/Diário do Pará)

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