Protesto contra Bolsonaro acaba em confronto no Centro de São Paulo

Grupo se reuniu em frente ao Masp e seguiu para a Praça Roosevelt. Manifestação cobrava a manutenção dos valores democráticos, liberdade de manifestação e expressão.

Movimentos sociais, sindicais e estudantis fizeram protesto na noite da última terça-feira (30), na Avenida Paulista, região central de São Paulo, contra o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

O ato foi organizado pelas entidades Povo Sem Medo, MTST, UNE, sindicatos entre outros. Os manifestantes se reuniram em frente ao vão livre do Masp e ocuparam faixas da via sentido Consolação.

Polícia dispersa manifestantes durante ato contra Bolsonaro no Centro de São Paulo — Foto: Reprodução/GloboNews

Polícia dispersa manifestantes durante ato contra Bolsonaro no Centro de São Paulo — Foto: Reprodução/GloboNews

O grupo seguiu pela rua da Consolação até a Praça Roosevelt. A maior parte dos manifestantes já havia se dispersado por volta de 22h, mas policiais militares permaneceram na praça enquanto pessoas encapuzadas estavam no local.

Por volta das 22h30, bombas foram disparadas pela PM contra um grupo de manifestantes que ainda se concentravam na região central da capital paulista.

Uma barricada foi feita no meio da via, e ao menos uma agência bancária foi depredada durante o confronto próximo ao viaduto Jacareí, na República.

Barricada feita no meio da rua durante protesto na região central de São Paulo, SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Barricada feita no meio da rua durante protesto na região central de São Paulo, SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Polícia averigua agência bancária depredada durante protesto contra Bolsonaro no Centro de SP — Foto: Reprodução/GloboNews

Polícia averigua agência bancária depredada durante protesto contra Bolsonaro no Centro de SP — Foto: Reprodução/GloboNews

Ato contra Bolsonaro

Divulgado nas redes sociais, o protesto cobrava a manutenção dos valores democráticos, a liberdade de manifestação e expressão por conta das declarações feitas pelo presidente eleito a seus opositores.

“Bolsonaro foi eleito presidente. Mas não imperador. Não pode passar por cima dos valores democráticos, da liberdade de manifestação e expressão. Precisa respeitar a oposição e os movimentos sociais, não ameaçá-los. Por isso estaremos nas ruas, pelas liberdades democráticas e por nossos direitos. Essa resistência é legítima e não iremos silenciar diante de qualquer ataque. Vamos sem medo!”, postou no Facebook Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e candidato derrotado à Presidência da república pelo PSOL.

Manifestantes ligados à diversos movimentos sociais realizam um protesto contra o fascismo na Avenida Paulista, em São Paulo, após concentração no vão livre do Museu de Arte de São Paulo — Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão ConteúdoManifestantes ligados à diversos movimentos sociais realizam um protesto contra o fascismo na Avenida Paulista, em São Paulo, após concentração no vão livre do Museu de Arte de São Paulo — Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo

Manifestantes ligados à diversos movimentos sociais realizam um protesto contra o fascismo na Avenida Paulista, em São Paulo, após concentração no vão livre do Museu de Arte de São Paulo — Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo

Em entrevista ao Jornal Nacional, na noite desta segunda-feira (29), Bolsonaro foi questionado sobre a declaração: “os marginais vermelhos serão banidos da nossa pátria”, feita feitas no dia 21 de outubro, por telefone, a apoiadores que se manifestavam a seu favor em São Paulo.

“Foi um discurso inflamado, com a avenida Paulista cheia, e logicamente eu estava me referindo à cúpula do PT e cúpula também do PSOL”, disse Bolsonaro.

Fonte: G1

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