Justiça pronuncia réus e nega habeas corpus aos acusados pela chacina do Guamá

O crime que chocou a cidade de Belém ano passado e ficou conhecido como “Chacina do Guamá”, tem mais três réus pronunciados por suspeita de envolvimento na morte das 11 pessoas que foram vítimas de tiros em um bar no bairro do Guamá, em 19 de maio de 2019. Os policiais Pedro Josimar Nogueira da Silva, Wellington Almeida Oliveira e Leonardo Fernandes de Lima entram para a lista de réus e ainda tiveram pedidos de habeas corpus negados pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA).

Os réus, portanto, permanecem presos aguardando o júri popular. No total,  sete acusados devem ir a júri popular, entre eles, quatro policiais militares. O julgamento está previsto para abril deste ano, mas o julgamento na Vara Militar Estadual está agendado para o dia 16 de março deste ano, um mês antes do júri popular.

Os três pedidos de habeas corpus negados aos policiais estão sob a relatoria do desembargador Rômulo Nunes e foram apreciados na última segunda-feira, 10, na Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça, sob a presidência do desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior.

Os denunciados:

–         Jonatan Albuquerque Marinho, conhecido como ‘Diel’ – acusado de planejar e elaborar a logística;

–         Pedro Josimar Nogueira da Silva, conhecido como ‘cabo Nogueira’ – executor;

–         José Maria da Silva Noronha, o ‘cabo Noronha – executor;

–         Leonardo Fernandes de Lima, ‘cabo Leo’ – executor;

–         Ian Novic Correa Rodrigues, o ‘Japa’ – acusado de dar cobertura à ação, que está foragido;

–        Wellington Almeida Oliveiras, o ‘cabo Wellington’ – acusado de chegar antes ao bar para identificar e localizar as vítimas;

–        Edivaldo dos Santos Santana – motorista que transportou e deu fuga aos executores.

Encapuzados – A chacina do Guamá em uma tarde de domingo, dia 19 de maio de 2019, por volta das 15h50, quando homens encapuzados invadiram o Wanda’s Bar, na Passagem Jambu, e executaram 11 pessoas e uma ficou ferida.

A maioria das vítimas foi morta com tiros na cabeça. O crime é considerado a maior chacina em um único lugar registrada em Belém. A denúncia do Ministério Público aponta que o alvo da missão criminosa seriam apenas duas pessoas, mas os atiradores chegaram ao local e fizeram disparos em massa.

Os acusados Pedro Josimar, Leonardo e José Maria Noronha foram apontados como executores dos disparos no interior do bar, enquanto Wellington teria atuado como “olheiro”, dando informações de quem estava no bar. Os quatro são cabos da Polícia Militar.

As vítimas da chacina do Guamá foram Maria Ivanilza Pinheiro Monteiro, que era a dona do abar e uma das seis mulheres mortas na chacina, e ainda Flávia Telles Farias da Silva, Samara Santana da Silva Maciel, Samira Tavares Cavalcante, Meire Helen Sousa Fonseca e Tereza Raquel Silva Franco. Os homens foram Alex Rubens Roque Silva, Leandro Breno Tavares da Silva, Márcio Rogerio Silveira Assunção; Paulo Henrique Passos Ferreira e Sergio dos Santos Oliveira.

Fonte: TJ-PA

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