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No Ceará, Ciro diz que Sistema Único de Segurança está ‘só no papel’ e promete implantá-lo

Presidenciável do PDT participou de carreata no interior do estado. Candidato comentou situação de Jair Bolsonaro (PSL) e afirmou que é necessário 'unir o povo e olhar para o futuro sem ódio'.

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, fez campanha no interior do Ceará nesta sexta-feira (7). Em Sobral, durante entrevista a jornalistas, o presidenciável afirmou que o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) está “só no papel” e afirmou que vai implantá-lo caso seja eleito.

Aprovado pelo Congresso Nacional em maio, o Susp prevê, entre outras medidas, a integração de informações de inteligência entre governo federal, Distrito Federal e estados. A lei que instituiu o sistema foi sancionada em junho pelo presidente Michel Temer.

“Eu quero assumir para mim, como presidente, a tarefa de implantar o Susp, que está criado só no papel, e trazer para o governo federal a tarefa de enfrentar, desde a investigação até o aprisionamento, a cabeça das facções criminosas que são as grandes responsáveis por esse colapso da segurança pública”, afirmou Ciro.

O candidato deu a declaração ao ser questionado sobre o que fará se eleito para melhorar a segurança pública no nordeste.

“Isso só será feito por um trabalho sério de inteligência, de infiltração, de tecnologia, mas com muita severidade”, disse.

Ele afirmou que iniciará o combate ao crime organizado levando os mandantes das facções criminosas para vagas ociosas em penitenciárias federais.

Bolsonaro

Uma carreata entre as cidades de Sobral – reduto eleitoral de Ciro – e Massapê foi o primeiro compromisso de campanha do pedetista nesta sexta. O candidato cancelou uma atividade no Maranhão pela manhã para, segundo o pedetista, acompanhar a situação do adversário Jair Bolsonaro (PSL).

Bolsonaro levou uma facada durante evento de campanha em Juiz de Foram (MG) nesta quinta-feira (6). Nesta sexta, o presidenciável do PSLfoi transferido da cidade mineira para um hospital em São Paulo.

“Eu pedi desculpas e cancelei [a agenda no Maranhão], porque gostaria de saber da transferência do meu ilustre opositor, que sofreu um atentado, para São Paulo. Estava bem”, comentou Ciro.

O pedetista acrescentou que é preciso “unir o povo” e “olhar para o futuro sem ódio”.

Em razão do ocorrido com Bolsonaro, Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB) desmarcaram compromissos de campanha nesta sexta.

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