Parauapebas: Paciente agride médico em posto de saúde

A paciente Ana Paula da Silva Barbosa foi detida e encaminhada para a 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil na manhã da última sexta-feira (26) acusada de agredir o médico Gleidson Pimentel Rodrigues enquanto este trabalhava em um Posto de Saúde, no Bairro Rio Verde, em Parauapebas. O caso foi registrado como lesão corporal dolosa.

A paciente conversou com a reportagem quando estava na Delegacia da Polícia Civil alegando que o médico não queria atendê-la e que ela precisava de uma “autorização” dele para outra consulta e, assim, conseguir receita de medicamentos controlados que faz uso para tratar convulsões.

Conforme ela, utiliza a unidade desde 2006, mas quando chega lá ninguém o atendimento é sempre ruim. “Ninguém quer me atender, sou xingada, rejeitada, humilhada, me chamam de louca só porque tomo remédio controlado”, afirma.

De acordo com Ana Paula, ela disse ao médico que não sairia de lá sem o “papel com autorização para fazer a consulta” e o médico, então, teria dito que não iria atendê-la por não aceitar a maneira como ela o tratou.

“Eu me levantei e fiquei com o pé na porta, ele falou com toda ignorância comigo, tipo me expulsando da sala, eu fiquei nervosa. Eu empurrei ele, ele me empurrou, ele saiu da sala, me deixou lá sozinha, então fiquei nervosa e comecei a jogar coisa”, descreveu a paciente.

A Polícia Civil foi acionada e constatou que o braço do médico estava lesionado e que houve depredação do patrimônio público. Ao Correio de Carajás, o médico conta que estava no final do expediente da manhã e já tinha completado todos os atendimentos de acordo com a demanda, porém permaneceu na unidade de saúde por conta de um paciente que estava com crise hipertensiva e precisava ser transferido.

Ainda segundo o médico, no momento que ele estava ao telefone, a paciente entrou no consultório, “sem ser convidada”, falando alto e em tom de agressividade, exigindo que fosse atendida imediatamente.

O médico destaca não ter negado atendimento, mas ter pedido à paciente que aguardasse do lado de fora do consultório para se acalmar. Porém, o pedido foi negado e quando ele estava saindo da sala, ela avançou em direção a Gleidson para pegar o celular dele. O médico não permitiu guardando o aparelho no bolso.

Ainda segundo o relato, a paciente tentou bater nele com o monitor do computador, mas ele segurou o equipamento e o colocou novamente na mesa, se retirando da sala, momento que a paciente ficou só.

O profissional disse, ainda, que não conhecia a paciente, negando as acusações de mau atendimento.

Fonte: Correio de Carajás (Theíza Cristhine e Ronaldo Modesto)

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