PF desarticula quadrilha que fraudou R$ 2,5 milhões em licitações de transporte e merenda escolar no Pará

Operações Frota de Barro e Grande Salto foram deflagradas nesta terça-feira (16) em Belém e no sudeste do estado. Foram presas até o momento 12 pessoas no interior do estado e quatro na capital.

A Polícia Federal realizou na manhã desta terça-feira (16) as Operações Frota de Barro e Grande Salto na região metropolitana de Belém e cidades do sudeste do Pará com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em fraudar licitações relacionadas ao transporte e fornecimento de merenda escolar. Foram presas até o momento 12 pessoas no interior do estado e quatro na capital, entre os presos estão servidores públicos, empresários e ‘laranjas’ envolvidos no esquema de fraude.

Ao todo, foram cumpridos 42 mandados judiciais expedidos pela Justiça Federal de Tucuruí, sendo 6 de prisão preventiva, 12 de prisão temporária, 18 mandados de busca e apreensão, 4 decisões judiciais de afastamento das funções públicas e 2 de bloqueios e indisponibilidades de bens dos investigados. Os presos do interior do estado serão encaminhados para o presídio de Tucuruí e as outras quatro pessoas presas na capital serão encaminhadas para o sistema prisional em Belém.

A operação, realizada em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) e a Receita Federal, foi deflagrada nas cidades de Belém, Ananindeua, Marabá, Jacundá, Goianésia do Pará, Breu Branco e Tucuruí. De acordo com levantamentos preliminares realizados pela CGU, a polícia acredita que as fraudes praticadas pelas empresas e pelos investigados alcance valores próximos a R$ 2,5 milhões.

Fraudes em licitações

As investigações tiveram início a partir de denúncias anônimas envolvendo fraudes em licitações promovidas pela Prefeitura da cidade de Goianésia do Pará no ano de 2017. Segundo a PF, empresas se associaram de forma estável e permanente para fraudar certames licitatórios municipais referentes ao fornecimento de transporte e de merenda escolar.

A fiscalização apurou a prática de conluio entre as empresas licitantes, visando fraudar os cofres públicos, por meio da montagem de propostas de preços e simulação de disputa concorrencial. No serviço de transporte escolar, foram identificadas irregularidades como pagamentos por serviços não realizados, veículos utilizados em desacordo com as especificações contratuais e do edital, entre outras.

As empresas investigadas eram formalmente geridas a partir de uma teia de “laranjas”, os quais, mediante o recebimento de pagamentos mensais, representavam nos certames os seus reais proprietários. Por outro lado, os fiscais dos contratos recebiam propina para deixar de fiscalizar a prestação dos serviços.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e estelionato. Ao todo, as penas podem alcançar mais de 30 anos de reclusão. Os presos serão encaminhados para presídios da cidade de Belém e Tucuruí, onde ficarão à disposição da Justiça Federal.

Artigos relacionados

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.

Adblock Detectado

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios