Pilotos argentinos homenageiam Fangio na etapa de Cascavel na Stock Car

Na oitava etapa da Stock Car, em Cascavel, Paraná, dois jovens argentinos irão homenagear o lendário piloto Juan Manuel Fangio. O estreante Esteban Guerrieri, da equipe Hero Motorsport, e seu compatriota Nestor Girolami, da Bardahl Hot Car, usarão em seus carros adesivos com a inscrição “Fangio – 60 anos”, em alusão aos 60 anos da última grande vitória do pentacampeão da Fórmula 1.

Até ser superado por Michael Schumacher, Fangio era o piloto com mais títulos conquistados na categoria. “Ele escreveu uma página importante da história por competir em uma época na qual os conceitos de segurança eram praticamente inexistentes e a ousadia do piloto beirava a irresponsabilidade. Por isso, os títulos de Fangio foram todos espetaculares”, ressaltou Nestor Girolami.

“Mesmo assim a genialidade e a inteligência estratégica de Fangio surpreendiam. Por exemplo, uma de suas frases mais famosas foi quando lhe perguntaram qual era o seu segredo para vencer tantas vezes na Fórmula 1. Ele respondeu com simplicidade: ‘No automobilismo, o segredo é correr o mais devagar possível’. Ou seja, você tem que ser veloz, mas também poupar o equipamento e garantir que vai chegar ao final. Foi assim que ele sobreviveu àquela época de vários acidentes violentos e venceu cinco títulos mundiais”, completou Girolami.

A última grande vitória do argentino aconteceu em 1958 em uma prova de “Fórmula Libre”, uma categoria que reunia grandes nomes e carros da Fórmula 1 para competir com equipamentos e pilotos de várias categorias. Faz parte desse lote de provas especiais as três que Fangio disputou e venceu no Brasil. A primeira delas, em 1941, foi em homenagem a Getúlio Vargas. “Fangio adorava o Brasil e esteve aqui várias vezes. Algumas para correr, outras para assistir a corridas e outras ainda para estar com amigos brasileiros que eram pilotos da época”, comentou Girolami.

Em determinado momento da história, muitos acreditavam que Ayrton Senna superaria os cinco títulos de Juan Manuel Fangio. Tragicamente, o brasileiro faleceu em 1994, um ano antes do argentino. “A admiração deles era mútua e aberta. E o impacto que tiveram no automobilismo em suas respectivas épocas os aproximou também”, resume Esteban Guerrieri. “Podemos dizer que Fangio foi o Ayrton Senna do passado e que Senna foi o Fangio moderno. Para nós, na Argentina, e acredito que também para grande parte do mundo, essa é uma comparação bastante precisa. Eles eram incríveis”, completa o piloto da equipe Hero Motorsport.

Fonte: Gazeta

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