Polícia Civil investiga morte de intérprete do Louro José

No mês passado, Tom havia se separado da segunda mulher com quem foi casado por apenas nove meses.

A morte de Tom Veiga, que deu vida ao boneco Louro José, está sendo investigada pela Polícia Civil. O intérprete foi encontrado morto em sua residência, no Recreio, no último domingo, 1º. A 16ª DP (Barra da Tijuca) é quem está à frente da investigação. 

No mês passado, Tom havia se separado da segunda mulher, a empresária Cybelle Hermínio Costa, de 31 anos, com quem foi casado por apenas nove meses. Os dois se casaram em janeiro. 

“Sim, estamos separados há um mês já. Existiam questões que não conseguimos alinhar e, infelizmente, foram determinantes para o fim”, limitou-se a dizer Cybelle, durante uma entrevista ao jornal Extra. Na época, ela afirmava que não havia chance de reatar: “Por mim, não”. Os dois estavam brigando muito, principalmente depois que Tom passou a ficar mais tempo em São Paulo gravando o programa. 

Esse foi o segundo casamento do ator. Ele foi casado por 14 anos com Alessandra Veiga, com quem tem uma filha. O relacionamento com Alessandra terminou em 2018, após algumas brigas. No mesmo ano, Tom assumiu namoro com Cybelle.

Personagem superpopular da TV, Tom era companheiro de Ana Maria Braga na Rede Globo há pelo menos 20 anos. Antes disso, trabalhou com ela na Rede Record e, por muito tempo, manteve sua identidade escondida. Louro José é um personagem tão popular, que já fez aparições em outros programas da Rede Globo, como “Sitio do Picapau Amarelo”, “Malhação”, as séries “Louco por elas” e “A mulher invisivel“, e as novelas “Cheias de Charme” e “A dona do pedaço’.

Tom Veiga já foi office-boy, motorista de ambulância e até trabalhou com eventos. Ele conheceu Ana Maria Braga em 1995, quando organizava feirinhas de artesanato onde a apresentadora ia para divulgar o “Note e anote”, programa que ela comandava na TV Record. Convidado a integrar a equipe, Veiga aceitou e virou assistente de palco.

Em 1996, Ana Maria sentiu a necessidade de ter um boneco para chamar atenção das crianças quando seu programa começasse. Foi aí que pensou no Louro José. “Precisava ser um bicho que falasse, que interagisse comigo, mas não podia ser cachorro, porque cachorro não fala, passarinho não fala. E, por eliminação, decidimos pelo papagaio. Eu tenho um em casa chamado Louro José. Ele fala e assobia o hino nacional. E eu disse: ‘Vamos pôr o Louro.’ Fiz um primeiro rascunho do desenho e pedi para uma pessoa que desenvolvia bonecos fazê-lo. Ele nasceu todo mambembe. Depois a gente foi ajeitando, mudando a espuma, até que ele virou global – aí ficou um astro, lindo. É um filho mesmo”, contou Ana Maria ao Memória Globo.

Várias pessoas foram testadas, mas Tom se destacou. Após um dia de trabalho, pegou o fantoche para brincar com seus colegas. Ana Maria Braga viu, gostou e pediu que ele fizesse o ao vivo no dia seguinte. Deu tão certo que o Louro José foi ganhando gradualmente mais espaço na atração da Record e no” Mais você” ele passou a dividir a apresentação com a “mãe”. Com personalidade forte, o personagem ajuda no comando dos quadros, faz reportagens e participa de algumas viagens pelo programa.

Bem humorado, o papagaio já teve sua história contada no programa. Quando comemorou 18 anos de vida, o Louro ganhou um Arquivo Confidencial só seu. Neste dia vimos o nascimento do Louro e depoimentos de sua família de penas. Com um grande apelo entre as crianças, o papagaio ganhou versões em brinquedo. “A gente se dá, se sabe, e não tem texto, nada. É um bate rebate, uma coisa meio espiritual, meio louco. O Tom é o máximo”, disse, Ana Maria Braga, no “Programa do Bial.”

Em setembro de 1997, seis meses após a criação do personagem, teve início um imbróglio judicial. A Record tentou registrar a marca Louro José no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O pedido foi negado porque a empresa de Ana Maria Braga (Ambra Agencia de Eventos e Produtora LTDA.) já havia feito o registro antes. Este registro diz respeito ao uso comercial da marca.

Fonte: Extra

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