Vereadores rejeitam novamente denúncia contra prefeito em 1ª Sessão Ordinária do ano

Os vereadores de Parauapebas retomaram de fato os trabalhos  terça-feira, 18 de fevereiro, realizando a primeira Sessão Ordinária de 2020. No sábado, dia 15, uma Sessão Solene marcou a abertura do ano na Câmara Legislativa.

Já nesta sessão, uma denúncia contra o prefeito municipal Darci José Lermen foi lida pela Mesa Diretora, mas rejeitada em votação nominal por maioria simples, recebendo 11 votos contrários à apuração e dois favoráveis à aceitabilidade da denúncia.

A denúncia foi protocolada pelo produtor rural Júlio Cesar Araújo Oliveira, que pediu afastamento do prefeito municipal. Conforme ele, em janeiro do ano passado, o município desapropriou mais de 36 mil metros quadrados da Fazenda São José I para a instalação do Clube de Servidores de Parauapebas, por meio de decreto municipal.

O denunciante alega, entretanto, que a aquisição se deu por valor superior ao de mercado e o terreno não era de domínio da pessoa indenizada, mas sim da União, tendo sido cedido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário em 2014. O valor pago pelo espaço foi de quase R$ 3 milhões, afirma o produtor rural.

Ao ser discutida a aceitabilidade da denúncia, o vereador Ivanaldo Braz (sem partido), um dos únicos votos favoráveis, declarou acreditar que se a população tem uma dúvida que possa ser esclarecida pela Câmara de Vereadores esta deve ser elucidada.

“Se o governo não deve nada não temos nenhum problema em acatar essa denúncia e dar uma investigada rápida nela, fazemos a devolução e livra a cara do prefeito com a sociedade. Meu voto será a favor e aos demais que quiserem me acompanhar peço voto de confiança de cada um para olharmos de perto essa denúncia”, declarou.

Já o líder do governo na casa, José Francisco Amaral Pavão (MDB) defendeu que a peça trata-se apenas de perseguição política em ano de eleições. “Essa peça se trata de fins políticos eleitoreiros. O referido autor está querendo tumultuar a Câmara, o Executivo, para beneficiar um grupo que que quer chegar ao poder. Nós, responsavelmente, não podemos compactuar com esse tipo de ação”, declarou.

Fonte: Correio de Carajás  (Luciana Marschall)

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